A Atvos deu mais um passo em sua estratégia de diversificação energética com o avanço da implantação de sua primeira planta de biometano, localizada em Nova Alvorada do Sul, no Mato Grosso do Sul. O projeto, que já entrou em fase operacional inicial, conta com investimento superior a R$ 350 milhões e marca uma nova etapa na atuação da companhia no setor de biocombustíveis.
A unidade terá capacidade estimada de produção de cerca de 28 milhões de metros cúbicos de biometano por safra. O combustível será gerado a partir do aproveitamento de subprodutos da cana-de-açúcar, como vinhaça e torta de filtro, reforçando o conceito de economia circular dentro da cadeia produtiva.
Recentemente, a planta iniciou a etapa de recebimento do inóculo, insumo essencial para o processo biológico que viabiliza a produção do biogás e sua conversão em biometano. O avanço foi apresentado durante a Expocanas 2026, evento que reuniu autoridades e representantes do setor sucroenergético no estado.
Durante a ocasião, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, além de outras lideranças, visitou a unidade e acompanhou o andamento das obras e das primeiras operações. O projeto está inserido em um contexto mais amplo de crescimento do estado, que vem se consolidando como polo estratégico em transição energética e produção sustentável.
Segundo a empresa, o biometano produzido será utilizado principalmente para abastecer parte da própria frota, substituindo o diesel nas operações. A meta é, nos próximos anos, converter 100% dos veículos para o uso do gás renovável, reduzindo significativamente as emissões de gases de efeito estufa.
Como parte dessa estratégia, a companhia já iniciou testes com caminhões movidos a biogás e firmou parceria com a Scania para renovação da frota pesada. A expectativa é que a substituição do diesel resulte em uma redução anual entre 40 mil e 50 mil toneladas de CO₂.
Além dos benefícios ambientais, a iniciativa também fortalece a geração de créditos de descarbonização, ampliando o valor agregado da cadeia produtiva e beneficiando produtores parceiros de cana-de-açúcar.
A Atvos também avalia a expansão do projeto com a construção de outras sete plantas de biometano no país. Caso o plano seja concretizado, a capacidade de produção poderá chegar a 137 milhões de metros cúbicos por safra, com potencial de redução de até 88,3% nas emissões associadas ao uso de diesel.
Parte do biometano produzido poderá ser destinada ao abastecimento de municípios da região, contribuindo para a agenda de descarbonização e para as metas de carbono zero do Mato Grosso do Sul.
Atualmente, a empresa já opera três unidades industriais no estado, consolidando sua presença em uma das regiões mais dinâmicas do setor de bioenergia no Brasil. A expectativa é que novos investimentos ampliem ainda mais a geração de empregos, renda e desenvolvimento sustentável na região.




















