Inserida no principal eixo econômico Sul–Sudeste, na região de Joinville, a cidade de Araquari se consolida como um dos principais fenômenos econômicos de Santa Catarina. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística referentes a 2023 colocam o município na liderança estadual em PIB per capita, com R$ 218.625,97 — mais de quatro vezes a média nacional, de R$ 53.886,67.
Entre 2002 e 2023, Araquari foi a cidade que mais cresceu nesse indicador em Santa Catarina e a segunda que mais ampliou sua participação no PIB estadual. No ranking nacional de PIB per capita, o município avançou 22 posições em relação a 2022, ocupando agora a 47ª colocação.
O salto recente também impressiona: o PIB local passou de R$ 7,9 bilhões para R$ 9,9 bilhões entre 2022 e 2023. No acumulado da última década, a expansão foi de quase 900%, consolidando Araquari como o município de maior avanço proporcional no estado.
Indústria global e logística impulsionam crescimento
O desempenho é impulsionado por investimentos de porte internacional, como o BMW Group, que mantém operação industrial no município, além de um complexo multimodal estimado em cerca de US$ 13 bilhões, conectando rodovias e portos estratégicos da região.
A combinação transformou a cidade em um hub logístico relevante e atraiu fluxo migratório de público de média e alta renda. Segundo estimativas do IBGE, a população chegou a 50.178 habitantes em 2024, crescimento de 11,06% em relação ao ano anterior.
Com maior poder aquisitivo e expansão industrial, o mercado imobiliário local passa por forte valorização. Terrenos estruturados despontam como ativos de renda, com projeções de retorno acima de indexadores tradicionais.
Bairro planejado aposta na demanda
Nesse cenário, a urbanizadora Abecker anunciou o lançamento do bairro planejado Raízes, com Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em cerca de R$ 90 milhões.
Localizado na Rua Euclides Woitexem, o empreendimento contará com 754 terrenos a partir de 160 m², distribuídos em uma área superior a 420 mil m², incluindo espaços de preservação ambiental. O projeto prevê infraestrutura completa, com pavimentação, rede de água e drenagem, calçadas acessíveis, sinalização viária, rede elétrica com iluminação em LED, paisagismo e áreas de convivência.
O parcelamento poderá ser feito em até 240 meses, e o início das construções está previsto para fevereiro de 2028.
Segundo o CEO da Abecker, Anderson Becker, a valorização deve ser impulsionada pelo adensamento populacional e pela escassez de oferta qualificada na região. A expectativa é que os índices de valorização possam superar 20% ao ano, acompanhando o ritmo de crescimento econômico do município.






















