O crescimento das transações digitais e dos pagamentos instantâneos na América Latina tem sido acompanhado por um aumento significativo na sofisticação das fraudes financeiras. Esse cenário tem colocado a resiliência transacional como prioridade estratégica para bancos e instituições financeiras.
Segundo a Topaz, que monitora mais de 6 bilhões de transações por mês, o uso de Inteligência Artificial por redes criminosas tem elevado o nível de complexidade dos ataques e exigido respostas mais rápidas e integradas por parte do setor.
Segurança como pilar estrutural
Com a digitalização acelerada dos serviços financeiros, a segurança deixou de ser apenas um recurso tecnológico e passou a desempenhar papel central na integridade das operações.
De acordo com Jorge Iglesias, o novo ambiente exige soluções que acompanhem a velocidade das transações.
“A digitalização acelerou o sistema financeiro, mas também elevou o nível de complexidade dos riscos. Em um ambiente de pagamentos instantâneos, a resposta precisa ser igualmente imediata e integrada”, afirma.
Debate no Febraban SEC 2026
O tema ganha destaque no Febraban SEC 2026, um dos principais fóruns latino-americanos sobre segurança no sistema financeiro, realizado em conjunto com o Congresso Latino-Americano de Segurança da Federação Latino-Americana de Bancos.
Durante o evento, especialistas discutem temas como hiperpersonalização de ataques digitais, governança de sistemas críticos e continuidade de negócios.
Entre os destaques da programação estão as apresentações de Lawrence Bandería, sobre o uso da IA na evolução dos ataques e defesas, e de Rangel Donizeti Graçadio, que aborda desafios relacionados à resiliência em infraestruturas financeiras.
Estratégia de “imunidade digital”
A Topaz tem desenvolvido uma abordagem baseada no conceito de “imunidade digital”, que integra controles de segurança ao longo de toda a jornada do usuário.
A estratégia é suportada pela plataforma Topaz One, que conecta operações, dados e monitoramento em um ambiente único. Dentro desse ecossistema, a empresa também destaca a solução SecureJourney, voltada à prevenção de fraudes e à mitigação de riscos operacionais, regulatórios e financeiros.
Proteção sem comprometer a experiência
Com o avanço dos pagamentos instantâneos, a segurança precisa ser cada vez mais sofisticada — e ao mesmo tempo imperceptível para o usuário final.
“Ela precisa ser adaptativa, contextual e contínua. É assim que conseguimos proteger o sistema financeiro sem comprometer a experiência do cliente”, destaca Jorge Iglesias.
A tendência é que, com o aumento da digitalização e da complexidade dos ataques, a segurança se consolide como um dos principais pilares da infraestrutura financeira global.





















