A escassez de talentos qualificados segue como um dos principais desafios do mercado de trabalho brasileiro. Pesquisa do ManpowerGroup em 2026 revela que 80% dos empregadores no Brasil afirmam ter dificuldade para preencher vagas, índice superior à média mundial, de 72%.
De acordo com o levantamento, a rápida evolução tecnológica e a falta de competências atualizadas estão entre os principais fatores que explicam o cenário. Empresas relatam lacunas especialmente nas áreas de Tecnologia da Informação (TI), análise de dados e também em habilidades comportamentais, as chamadas soft skills. O alto turnover registrado no país agrava ainda mais o problema.
Diante desse contexto, estratégias como lifelong learning e educação corporativa ganham protagonismo. A proposta é promover o desenvolvimento contínuo de habilidades dentro das próprias organizações, reduzindo o desalinhamento entre oferta e demanda por profissionais qualificados.
Um levantamento da Alura + FIAP Para Empresas aponta que 65,6% das empresas já percebem aumento de produtividade após investir em capacitação tecnológica. O dado reforça a relação direta entre qualificação profissional e desempenho organizacional.
Segundo Tavane Gurdos, diretora-geral da Alura + FIAP, empresas que priorizam a capacitação conseguem responder com mais agilidade às transformações do mercado e fortalecer sua competitividade. Para ela, a formação contínua deixou de ser um diferencial e passou a ser um componente estratégico essencial para inovação e sustentabilidade dos negócios no ambiente digital.
Especialistas avaliam que, em um cenário de mudanças aceleradas, investir no desenvolvimento interno de talentos pode ser a chave para reduzir a dependência do mercado externo e garantir maior resiliência às organizações brasileiras.




















