O eixo tradicional do varejo brasileiro mudou de direção. Se antes as tendências surgiam nas capitais e depois avançavam para o interior, hoje o movimento ocorre no sentido inverso. Dados do relatório IPC Maps 2025 mostram que o interior do país concentra 55,3% do potencial de consumo nacional, enquanto as capitais representam 27,7%.
No estado de São Paulo, polos regionais como Bauru, Sorocaba e Marília deixaram de atuar como mercados satélites e passaram a ocupar posição estratégica. Localizadas em eixos produtivos consolidados, essas cidades já registram potenciais de consumo superiores a R$ 20 bilhões anuais, consolidando-se como centros de excelência operacional.
Eficiência regional supera crescimento das grandes redes
Nesse novo cenário, a vantagem competitiva está na logística de proximidade e na capacidade de adaptação ao comportamento local do consumidor. Dados da APAS indicam que as redes regionais cresceram 8,3% no último ciclo, desempenho superior ao de grandes grupos nacionais e multinacionais.
Enquanto redes de grande porte enfrentam desafios para personalizar operações em territórios amplos, empresas regionais transformam dados de comportamento em decisões rápidas sobre estoque, sortimento e operação de caixas, incluindo checkouts automatizados.
Confiança Supermercados antecipa padrões tecnológicos
A trajetória da Confiança Supermercados exemplifica essa mudança estrutural. Com 15 unidades e centro de distribuição próprio, a rede foi pioneira na adoção de self-checkouts e na implementação de sistemas de delivery programado na região.
Segundo o presidente da companhia, Jad Zogheib, a estratégia está centrada na experiência do cliente. “A nossa intenção sempre foi encantar nosso cliente. Por isso, toda a nossa equipe trabalha constantemente para buscar o novo e o melhor. Essa é uma caminhada que ainda está sendo escrita e ganhará muitos capítulos”, afirma.
Projeção positiva para 2026
A perspectiva para o setor segue favorável. A FecomercioSP projeta crescimento de 5% no faturamento do varejo paulista em 2026. O ambiente beneficia empresas com forte capilaridade regional e domínio logístico, capazes de operar 24 horas em pontos estratégicos e atender um consumidor cada vez mais orientado por conveniência digital e atendimento especializado.






















