São Paulo, fevereiro de 2026 – O Comércio eletrônico brasileiro ultrapassou R$ 230 bilhões em faturamento em 2025, mantendo uma taxa de crescimento anual próxima de 15%, segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico. O país já soma mais de 90 milhões de consumidores digitais ativos, com centenas de milhões de pedidos realizados anualmente, de acordo com a Ebit | Nielsen. Em um cenário de concorrência intensa, automação crescente e mudanças no comportamento de compra, empresas aceleram a adoção de modelos de vendas recorrentes como forma de garantir previsibilidade de receita e fidelização.
A consolidação da inteligência artificial no e-commerce tem sido um dos principais vetores dessa transformação. Hoje, mais de 50% dos consumidores brasileiros já utilizam IA para pesquisar, comparar ou decidir compras online, segundo o relatório State of Commerce, da Salesforce. No plano global, cerca de 90% das empresas de e-commerce já utilizam ou testam soluções de IA em vendas, marketing ou atendimento, conforme estudos da McKinsey & Company e da Gartner.
Nesse contexto, a Betalabs, plataforma SaaS especializada em soluções de recorrência para e-commerce, destaca práticas que vêm se consolidando na operação de empresas de diferentes portes. Segundo Luan Gabellini, a recorrência deixou de ser uma estratégia restrita a grandes players e passou a integrar o plano de crescimento de negócios menores e médios.
“Hoje, a recorrência não é mais um diferencial exclusivo de grandes operações. Com tecnologia e automação, empresas menores conseguem estruturar modelos sustentáveis, previsíveis e alinhados ao comportamento do consumidor digital”, afirma o executivo.
Redes sociais como canais diretos de recorrência
Uma das principais mudanças observadas no mercado é o novo papel das redes sociais na jornada de compra. Plataformas que antes funcionavam majoritariamente como canais de divulgação passaram a integrar o processo de conversão, com checkouts nativos, catálogos integrados e links de compra em vídeos curtos. Quando conectadas a modelos de assinatura, essas redes se tornam também canais relevantes de aquisição recorrente, reduzindo etapas e aumentando taxas de conversão.
IA como motor da recompra personalizada
A inteligência artificial deixou de atuar apenas no marketing e passou a ocupar um papel central na gestão do relacionamento com o cliente. Algoritmos capazes de analisar histórico de compras e comportamento de navegação permitem recomendar produtos, ajustar comunicações e identificar o momento mais adequado para estimular a recompra.
“A recorrência depende menos de descontos e mais de relevância ao longo do tempo. A inteligência artificial permite entender quando e como o cliente quer comprar novamente, com base em dados reais”, explica Gabellini.
Conteúdo integrado à experiência de compra
Outra prática destacada é o uso do conteúdo como parte da experiência do cliente. Materiais educativos, demonstrações práticas e orientações de uso ajudam a reforçar o valor contínuo do produto ou serviço. Vídeos curtos, tutoriais e comunicações automatizadas reduzem dúvidas, fortalecem a confiança e contribuem diretamente para a retenção em modelos recorrentes.
Com consumidores cada vez mais informados e custos de aquisição em alta, a combinação entre dados, inteligência artificial e relacionamento tem se consolidado como uma resposta estratégica do e-commerce brasileiro. Mais do que ampliar vendas pontuais, empresas buscam estruturar receitas previsíveis e sustentáveis em um mercado cada vez mais automatizado e competitivo.




















