São Paulo, janeiro de 2026 – O e-commerce brasileiro inicia 2026 em trajetória de crescimento consistente, mas com um alerta importante: o aumento das vendas nem sempre vem acompanhado de rentabilidade. De acordo com a Mordor Intelligence, o Comércio eletrônico no país deve movimentar cerca de US$ 69,2 bilhões neste ano, impulsionado pela consolidação do Pix, pela expansão do Open Finance e pela aceleração dos fluxos de pagamento digitais.
Apesar do cenário positivo em volume transacionado, a UnicoPag, gateway de pagamento, chama atenção para riscos estruturais que podem comprometer os resultados das empresas. Margens cada vez mais estreitas, custos elevados de aquisição de clientes e a dependência de sistemas financeiros integrados estão entre os principais fatores que pressionam a lucratividade do setor.
Segundo Hugo Venda, CEO da UnicoPag, a evolução dos meios de pagamento trouxe ganhos claros de eficiência para o consumidor, mas exige maior maturidade financeira das empresas. “Pagamentos mais rápidos e jornadas de compra mais fluídas aumentam o volume transacionado. Sem controle financeiro, conciliação eficiente e análise de dados em tempo real, o aumento do faturamento pode mascarar perdas operacionais, especialmente em um cenário de Custo de Aquisição de Clientes elevado e concorrência intensa”, afirma.
A atenção se torna ainda mais necessária com a integração entre Pix e Open Finance, regulamentada pelo Banco Central. O avanço dos iniciadores de transação, especialmente em modelos de cobrança recorrente, reduziu etapas manuais e melhorou a experiência do usuário, mas aumentou significativamente o volume de dados sensíveis e a complexidade das conciliações financeiras. Projeções da Ebanx indicam que o Pix deve responder por cerca de 40% dos pagamentos online no Brasil até o fim de 2026.
Para Venda, um dos principais erros do setor é crescer sem monitoramento adequado. “Vender mais não significa necessariamente ganhar mais. Margens estreitas e custos ocultos podem corroer o lucro antes mesmo de ser percebido”, alerta. Ele destaca que empresas sem integração entre gestão financeira, operação e meios de pagamento ficam mais expostas a falhas operacionais, fraudes e decisões baseadas em dados incompletos.
Por outro lado, o executivo aponta que o cenário também abre espaço para ganhos estratégicos. “Quando gestão, pagamento e análise de dados caminham juntas, é possível identificar pontos de perda invisíveis, otimizar o fluxo de caixa e tomar decisões mais assertivas”, explica. Ferramentas de monitoramento em tempo real e previsibilidade financeira permitem ajustes rápidos em campanhas, redução de custos de aquisição e adequação de preços sem comprometer a margem.
Com esse objetivo, a UnicoPag estruturou um ecossistema integrado que reúne as soluções Unicodrop, UnicoPag e UnicoHub. Segundo o CEO, o conjunto permite prever fluxos de caixa, reduzir perdas operacionais e aumentar a eficiência no momento do pagamento. “O crescimento sustentável no e-commerce não estará apenas em vender mais, mas em controlar custos, automatizar processos com segurança e interpretar dados financeiros com agilidade”, conclui.






















