Desde o início do pagamento das indenizações a correntistas e investidores do Banco Master, golpistas têm se aproveitado da busca por ressarcimentos para aplicar fraudes. O alerta foi feito no último sábado (24) pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), em nota conjunta com entidades representativas do sistema financeiro.
Os pagamentos começaram na segunda-feira (19), após a liquidação do Banco Master pelo Banco Central em novembro do ano passado. Desde então, o FGC identificou tentativas de golpe que utilizam indevidamente o nome do fundo, de instituições financeiras e até de órgãos públicos.
De acordo com o comunicado, entre as práticas já mapeadas estão o envio de e-mails e mensagens falsas que simulam contatos institucionais, a divulgação de links, páginas e aplicativos fraudulentos para coleta de dados pessoais e bancários, além de pedidos de pagamentos indevidos ou antecipados sob a promessa de liberação ou agilização de valores.
Também foram identificados o uso indevido de ferramentas de recuperação de senha, o disparo de mensagens com links maliciosos e a circulação de aplicativos não oficiais em plataformas digitais, capazes de comprometer a segurança das informações dos usuários.
Recomendações aos clientes
O FGC e as entidades que assinam a nota orientam os clientes a redobrarem a atenção e adotarem práticas seguras no uso de serviços digitais. Entre as principais recomendações estão buscar informações apenas nos canais oficiais do FGC e das instituições financeiras, desconfiar de promessas de facilidades ou liberação rápida de recursos, não fornecer dados pessoais por canais não oficiais e não realizar pagamentos de taxas para recebimento da garantia.
O fundo também orienta os usuários a não clicarem em links desconhecidos e a não baixarem aplicativos fora das lojas oficiais. “Essas tentativas de fraudes têm como finalidade comprometer a segurança dos usuários e lhes causar prejuízos. A prevenção depende da atenção e da adoção de práticas seguras no uso de serviços digitais”, destaca a nota.
Segundo o balanço mais recente, até o fim da tarde de sexta-feira (23), o FGC havia pago R$ 26 bilhões em indenizações a correntistas e investidores do Banco Master, beneficiando 521 mil pessoas com recursos elegíveis à garantia. Atualmente, cerca de 2,8 mil pedidos são processados por hora via aplicativo, o equivalente a 46 solicitações por minuto.
O volume de indenizações já pagas corresponde a 67,3% da base de clientes que devem receber recursos em razão da liquidação do banco. Com a inclusão do Will Bank, outra instituição do mesmo grupo financeiro também liquidada recentemente pelo Banco Central, o valor total de indenizações deve alcançar R$ 47 bilhões.
Além do FGC, assinam a nota a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a Associação Brasileira de Bancos (ABBC), a Associação Brasileira de Bancos Internacionais (ABBI), a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), a Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) e a Zetta, que representa fintechs, bancos digitais e empresas de meios de pagamento.
Com informação agência Brasil.






















