Por que contratar uma mulher e/ou mãe? - Revista Capital Econômico
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Por que contratar uma mulher e/ou mãe?

Começou na década de 40, com a industrialização no Brasil.

Antes disso, as mulheres exerciam somente o papel de administradoras do lar e cuidavam dos seus filhos.

Começaram bem timidamente, atuando como por exemplo, na culinária, professoras ou funcionárias do comércio e artesanato.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), menos de 14% das mulheres tinha emprego nos anos 1950, e o último censo (2010) mostra que esse número passou para 49,9%.

No entanto, a quantidade de mulheres empregadas ainda é bem menor quando comparada aos homens, cuja participação caiu. Passou de 80,8% em 1950 para 67,1% em 2010.

Sempre existiu este preconceito:

“Homem tem que ser o provedor”
“Mulher cuida da casa e da família”

O machismo é o vilão que existiu na inserção da mulher sair de casa para trabalhar.

Aí vem o julgamento: “Ela não vai dar conta de trabalhar e cuidar da casa, dos filhos e do marido”, típico pensamento machista.

E já vimos que dá muito certo: a mulher consegue fazer muito mais atividades ao mesmo tempo do que o homem. Fato!

E atualmente vivemos uma pandemia e nós mulheres acumulamos muito mais funções do que já havíamos tido.

Algumas mães perderam seus empregos e passaram do CLT para PJ, buscando sempre uma atividade que ela tem de mais aptidão para ficarem mais pertos dos filhos e trabalhando em home office.

Vale também ressaltar que a mulher moderna trabalha mais, já que a carga horária de trabalho é mais extensa.

A Cepal, um organismo técnico das Nações Unidas com sede em Santiago, no Chile, também calcula que a taxa de desemprego entre as mulheres atingiu 12% em 2020, “percentual que sobe para 22,2% se for assumida a mesma taxa de participação laboral das mulheres em 2019”, de acordo com o documento.

Afetado pela pandemia, o PIB (Produto Interno Bruto) regional diminuiu 7,7% em 2020, com forte impacto no emprego.

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Por que contratar uma mãe?

A maternidade tem muitos softs skills que o mercado está buscando. Veja alguns abaixo:

Improviso: A arte de improvisar é com ela mesma, se der errado alguma coisa ela sabe o que fazer. Não deu certo o trabalho do filho? Ela pensa em um plano B.

Organização: Elas sabem priorizar e organizar tudo em seu devido lugar.

Gestão de tempo: Ela sabe administrar e dividir suas atividades do seu dia a dia.

Foco: Quando você dá uma tarefa a uma mulher, sai de baixo, ela vai focar até o fim e fazer com excelência.

Negociação: Elas negociam o tempo todo: com marido, filhos, trabalhos, tempo, dinheiro, projetos etc.

Comunicação: Mães falam e escutam, muito importante para o ambiente corporativo.

Empatia: Mais respeito pelo ser humano, se colocando mais no lugar das pessoas.

E a remuneração das mulheres comparada aos homens como fica?

Segundo o IBGE, a remuneração das mulheres foi menor em todas as faixas etárias.

A menor diferença foi observada no grupo entre 14 e 29 anos – 10% a menos que os homens da mesma faixa de idade. Já no grupo de 60 anos ou mais, essa diferença saltou para 36%. E

m cargos de gestão, a remuneração das mulheres foi, em média, 38% menor que a dos homens nos mesmos cargos.

Encontrei alguns sites para ajudar você na sua recolocação:

mamajobs.com.br

maetis.com.br

contrateumamae.org.br

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