Núcleo das Cooperativas da ACIC conhece movimento em defesa da ferrovia - Revista Capital Econômico
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Núcleo das Cooperativas da ACIC conhece movimento em defesa da ferrovia

Diretoria apresentou aos nucleados a proposta de ligação ferroviária entre Cascavel e Chapecó

A primeira reunião deste ano do Núcleo das Cooperativas da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) contou com a presença da diretoria executiva da entidade, que apresentou a proposta de uma ligação ferroviária entre Cascavel (PR) e Chapecó (SC).

Os diretores estão participando reuniões iniciais dos núcleos para apresentar ações e se aproximar dos grupos empresariais

O presidente da ACIC Lenoir Broch frisou que o estudo de viabilidade desse trecho da ferrovia é custeado pela iniciativa privada. A intenção é que esse ramal entre no leilão que o Governo Federal deve realizar em junho próximo.

Broch enfatizou que a construção de ferrovias para escoamento da produção e do transporte de matérias-primas para garantir o desenvolvimento e a competitividade da região oeste catarinense é uma reivindicação da ACIC há mais de 30 anos.

O assunto voltou a ganhar força com a publicação da Medida Provisória 1.065/2021, que instituiu o Marco Legal das Ferrovias, o que possibilitou o aumento dos investimentos privados no setor ferroviário.

Uma das mudanças trazidas pela MP refere-se à permissão da construção de novas ferrovias por autorização, à semelhança do que já ocorre na exploração de infraestrutura em setores como telecomunicações, energia elétrica, portuário e aeroportuário.

Para dar celeridade ao projeto, importantes entidades catarinenses – ACIC, ABPA, CEC, Facisc, Faesc, Fiesc, Ocesc e Sindicarne – decidiram custear o estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental de um ramal da Ferroeste entre Cascavel e Chapecó. O projeto contempla um trecho de aproximadamente 298 quilômetros.

De acordo com Broch, essa ligação ao Paraná é importante porque une o oeste catarinense à região produtora de grãos do centro-oeste do País.

“Santa Catarina consome 7 milhões de toneladas de milho por ano, mas produz apenas 2 milhões de toneladas, ou seja, precisa importar 5 milhões de toneladas. Essa conexão é essencial para garantir o suprimento do grão às agroindústrias do grande oeste catarinense, além de outros insumos utilizados por empresas de diferentes segmentos”.

No total, o estudo de viabilidade desse trecho da ferrovia tem um custo de R$ 750 mil. “Unimos forças em um intenso movimento de cooperação com o objetivo de acelerar o projeto e, consequentemente, a construção do ramal ferroviário. Com o estudo pronto, queremos potencializar a atração de investimentos para o leilão desse trecho. Há décadas reivindicamos ferrovias e estávamos sem perspectivas, agora há vários projetos em discussão no País e em Santa Catarina”, enfatizou Broch.

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