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Nelson Teich pede demissão

"Chances de deflação é grande", avalia especialista em finanças

Nelson Teich pediu demissão do cargo de ministro da saúde, nesta sexta-feira (15),  segundo nota da pasta.

Teich assumiu a posição no dia 17 de abril no lugar de Luiz Henrique Mandetta.

O motivo teria sido desentendimentos com o presidente Bolsonaro quanto às medidas que deveriam ser tomadas no combate ao coronavírus.

O uso da cloroquina no tratamento do novo coronavírus teria sido o estopim da discussão  entre os líderes.

Isso porque nem a OMS (Organização Mundial da Saúde) nem o Ministério da Saúde reconhecem a efetividade de fármacos ou vacinas como cura para a doença.

No entanto, Bolsonaro insistia  a recomendação do medicamento pelo  ministro, enquanto o mesmo se negava.

Além disso, a  liberação de algumas atividades como salões, barbearias e academias, bem como medidas mais flexíveis quanto ao isolamento social também teriam sido pontos de discordâncias entre  Teich e Bolsonaro.

O anúncio da demissão foi logo após uma reunião no palácio do planalto, nesta manhã (15).

Teich completaria um mês no cargo no próximo dia 17 e é o segundo a sair do comando do ministério da saúde, durante o período da pandemia.

Quem assume o comando, interinamente, será o  general Eduardo Pazuello, secretário-executivo da pasta.

Saída de Nelson Teich causa instabilidade no mercado econômico

Com a informação confirmada pela pasta, o Ibovespa sinalizou  perdas no final desta manhã de sexta-feira (15).

A bolsa começou com o principal índice operando entre altos e baixos, com recuo de 0,46%, com 78.649,49 pontos, às 11h40m da manhã.

Pouco tempo depois, 12h10 o Ibovespa já apresentava quesda de  1,53%, 77.807,43 pontos.

Até as 13:00 a bolsa opera no negativo, aos 77.963 pontos, caindo -1,33%. Dólar mantem a alta, subindo +0,28% cotado a 5,82.

Para Guto Borgatto, especialista em finanças que atua há mais de 12 anos no mercado de capitais, as  instabilidades políticas e econômicas deixam os investidores mais tensos, o que pode representar uma recuperação mais lenta da economia.

Ainda segundo o especialista, este é momento de extrema cautela, com redução de posição em renda variável até que se entenda quais serão as atitudes que o governo terá através da principal pasta hoje.

Teich, assim como os outros ministros que deixaram ou foram demitidos de suas pastas também foi surpreendido por decisões contrárias aos pensamentos por parte do presidente Jair Bolsonaro,  sem seu consentimento.

“Já sabemos aonde pisar, em relação à economia, já que o PIB é negativo. O que não sabemos é em relação à saúde. No Brasil, não vivemos ainda, dado tudo ao que estamos apurando, o pico (já que o frio ainda não chegou aqui) que foi justamente onde a Europa passou. Portanto a gente ainda vai viver isso aqui.” Ressalta o especialista.

“Se não houver atenção à saúde, pensando nesse sentido e  se isso não estiver alinhado com o que diz os órgãos de saúde para tentarmos sofrermos menos impacto com isso, a coisa ainda pode piorar.” Comenta.

“Por isso é preciso muita cautela para os investidores, já que a tendência é um mercado não estável para o atual momento. E isso inclui o mercado variável e o mercado de juros também,  já que se espera uma queda na taxa de juros na próxima reunião do COPOM, podendo ser a menor taxa da história, com grandes chances de deflação. Ou seja, a gente não tem atividade econômica para gera inflação, portanto nós vamos ter um juros menor e o impacto disso será em cadeia, se o governo não tiver uma estabilidade maior, se ele não mostrar confiança para o mercado. ” Conclui Guto Borgatto.

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