Maduro dispara alerta a Trump enquanto forças dos EUA se aproximam da Venezuela

Maduro dispara alerta a Trump enquanto forças dos EUA se aproximam da Venezuela Nicolas Maduro 2019 10 25 01

Foto: Kremlin.ru

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, enviou um duro recado aos Estados Unidos após a intensificação da presença militar norte-americana no sul do Caribe. Durante cerimônia militar em Caracas, Maduro declarou que “não há como eles entrarem na Venezuela”, classificando o envio de navios de guerra, um submarino nuclear e 4.500 soldados como um cerco hostil que apenas fortalece sua posição política.

A escalada ocorre no contexto das operações antidrogas anunciadas pelo presidente norte-americano Donald Trump, que vêm ampliando o deslocamento de meios navais dos EUA para águas próximas à Venezuela. Autoridades em Washington afirmam que as ações miram o combate a cartéis de drogas transnacionais, mas não há, até o momento, uma ameaça pública de invasão.

No entanto, Maduro afirmou que o movimento constitui uma violação da Carta da ONU e agradeceu ao presidente colombiano Gustavo Petro pelo envio de 25 mil militares à fronteira, em um gesto de cooperação regional para reforçar a segurança.

Em paralelo, o governo dos EUA anunciou a ampliação da recompensa por informações que levem à prisão de Maduro, elevando-a para US$ 50 milhões.

Na ONU, o embaixador venezuelano Samuel Moncada protocolou uma queixa formal contra o aumento da presença militar dos EUA, classificando a operação como uma “manobra de propaganda para justificar uma ação cinética”, termo militar para intervenção armada.

A Venezuela, em resposta, mobilizou navios de guerra, drones e iniciou nova campanha de recrutamento de milicianos para reforçar a defesa costeira.

Declarações

Sobre o contexto

O impasse entre Venezuela e Estados Unidos representa o episódio mais sério de tensão bilateral em anos, com impactos potenciais na estabilidade política regional, no comércio marítimo e no mercado energético global. Especialistas apontam que a crise também desafia a diplomacia multilateral e pode testar a capacidade de mediação da ONU na América Latina.

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