Ilha Fiscal: um “bate x volta à França” sem sair do RJ

O acesso até ao local é feito por barco ou micro-ônibus | Foto: Gunther Hoffmann

Como muitos pontos turísticos que encantam moradores e turistas do Brasil e do mundo, a Ilha Fiscal é mais um daqueles achados que compõe a paisagem do Rio de Janeiro e que não pode faltar no roteiro de quem está visitando a cidade.

Sendo parte do Complexo Cultural do Serviço de Documentação da Marinha (DPHDM), e sob os cuidados e supervisão da força naval, a Ilha está localizada no interior da baía de Guanabara, próximo ao centro histórico da capital carioca.

A Localização privilegiada do famoso palacete, ou “castelinho”, como popularmente é conhecido, foi inaugurado em 27 de abril de 1889 , e ficou marcado pelo  último baile do período imperial brasileiro, realizado alguns dias antes da proclamação da República.

Mais tarde, em setembro de 1893, no Rio de Janeiro, a Revolta Armada –  rebelião promovida por unidades da Marinha brasileira contra os dois primeiros governos republicanos coloca a Ilha, praticamente, no centro de uma disputa.  Foi justamente nesta época que a Ilha Fiscal ficou em meio a um duelo de artilharia entre as Fortalezas leais ao governo, e os navios e fortalezas da Ilha das Cobras e da Ilha de Villegagnon, que estavam em posse dos rebeldes.

Tendo sofrido muitos danos e, para poupar o governo dos gastos para a sua restauração, a Ilha foi entregue ao Ministério da Marinha que cedeu um edifício para que a alfândega continuasse com os trabalhos, o que acontece 20 anos mais tarde, em 1913.

Desde então, a Marinha passou a utilizar o palacete da Ilha Fiscal como um prédio administrativo e, a partir de 1998, a Força Naval adotou como parte da política de valorização da memória naval abrir ao público.

O conjunto, que incluía também a Ilha das Cobras, resgata para os visitantes as belezas do prédio repleto de história para contar, e mostra ainda a contribuição da Marinha do Brasil no desenvolvimento de áreas fundamentais do país como o social, o científico e o tecnológico.

Como visitar a Ilha Fiscal

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Foto: Gunther Hoffmann

Pouca gente sabe que é possível visitar a Ilha Fiscal e que o acesso é fácil e bem localizado: fica na Zona Portuária do Rio de Janeiro, no Espaço Cultural da Marinha, ao lado direito da estação das barcas.

O acesso até ao lá é feito por barco ou micro-ônibus, e é preciso adquirir o ticket com antecedência, através do site “Ingresso com Desconto”  com preços a partir de R$ 18 (meia)* e R$ 36* (inteira)*. No local, visitantes e turistas são conduzidos por visita guiada.

Devido à pandemia, os dias de visitação foram reduzidos de quinta a domingo, com horários de saída a partir das 12h45m, e a capacidade de público também foi reduzida. Lembrando ainda que o local segue rigorosamente todos os protocolos de segurança contra à covid-19.

Para visitar, é  preciso agendar com antecedência, através do site: Ingresso Com Desconto ou diretamente através do whatsapp: +55 11 93495-1053

Atenção!

Antes de comprar o ingresso, consulte no site da Marinha, entre outros, qual o meio de acesso para a Ilha Fiscal, os horários de visitação e do Passeio Marítimo e o horário término do check-in, pois não há devolução de valor ao perder o passeio.

Para mais informações, visite o site: marinha.mil.br/dphdm/ilha-fiscal

Nota! Os preços divulgados nesta matéria, até o fechamento desta edição, estão disponíveis nos canais oficiais de comunicação da Ilha Fiscal e podem sofrer alterações sem aviso prévio. Consulte!

 

 

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