O Senado do México foi palco de um grave episódio de violência política na noite desta quarta-feira (27), quando uma discussão acalorada sobre a soberania nacional e o papel dos Estados Unidos culminou em agressões físicas entre parlamentares.
O conflito teve início após declarações da senadora Lilly Téllez (PAN), que em entrevista à rede norte-americana Fox News defendeu apoio dos EUA no combate ao narcotráfico no México. A fala foi duramente criticada pelo partido governista Morena, que a considerou um ato de “traição à pátria” por abrir espaço para uma possível intervenção militar estrangeira.
Durante o debate, o líder do PRI, Alejandro “Alito” Moreno, partiu para a agressão contra o presidente do Senado, Gerardo Fernández Noroña (Morena). Os dois trocaram empurrões e socos em plena sessão, derrubando inclusive um camarógrafo que tentava registrar as cenas.
Fernández Noroña afirmou que registrará queixa formal na Procuradoria-Geral da República contra Moreno, acusando-o de premeditação e até mesmo de ameaças de morte. “Não se trata apenas de uma agressão pessoal, mas de um ataque às instituições democráticas do país”, declarou.
A presidente Claudia Sheinbaum também se manifestou, classificando o episódio como “uma demonstração do autoritarismo da oposição” e pedindo que a violência não seja normalizada no ambiente político.
O incidente reacende a polarização no cenário político mexicano e expõe a sensibilidade do tema envolvendo a soberania nacional diante das pressões externas.