Lula autoriza processo de retaliação contra os EUA

Presidente dá aval ao uso da Lei da Reciprocidade Econômica, sancionada em julho

Lula autoriza processo de retaliação contra os EUA Lula aprova Lei da Reciprocidade Contra os EUA

Fotos: Antônio Cruz -Agência Brasil | Gage Skidmore

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil acionou a Câmara de Comércio Exterior (Camex) para iniciar consultas, investigações e medidas com vistas à aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos, em resposta ao tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros determinado pelo presidente norte-americano Donald Trump. A iniciativa teve aval direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o Itamaraty, as possíveis respostas brasileiras à guerra comercial incluem:

A Camex terá 30 dias para apresentar um relatório técnico avaliando se as medidas norte-americanas se enquadram na lei. Caso seja confirmada a possibilidade de aplicação, será criado um grupo de trabalho interministerial para propor contramedidas específicas.

O Itamaraty também comunicará oficialmente os Estados Unidos nesta sexta-feira (29), abrindo espaço para manifestação de Washington e para uma eventual negociação diplomática antes da adoção de medidas mais duras.

Comparação com a Seção 301 dos EUA

Analistas apontam que a iniciativa brasileira guarda semelhança com a Seção 301 da legislação comercial norte-americana, usada para investigar práticas consideradas injustas e autorizar retaliações.

A Lei da Reciprocidade Econômica

Sancionada em 15 de julho de 2025, após aprovação no Congresso em 2 de abril, a lei estabelece critérios de proporcionalidade para medidas retaliatórias. O decreto permite ao governo suspender concessões comerciais, investimentos e obrigações de propriedade intelectual quando ações unilaterais externas prejudicarem a competitividade internacional do Brasil.

A legislação também garante ao Brasil o direito de aplicar o mesmo tratamento concedido por outros países a cidadãos e governos brasileiros, abrangendo desde questões comerciais e diplomáticas até políticas de vistos.

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