Brasil e México avançam em novos acordos comerciais setoriais

Brasil e México avançam em novos acordos comerciais setoriais Brasil acordo Mexico

Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil

O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, anunciou nesta quinta-feira (28) que Brasil e México planejam assinar em agosto de 2026 uma série de acordos comerciais complementares, atualizando entendimentos firmados há mais de duas décadas. O anúncio foi feito após reunião oficial com a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum.

“Convidei a presidenta Claudia para a COP30, em Belém, no mês de novembro. Falamos de multilateralismo, fortalecimento da democracia, inclusão e combate à fome. Então, foi uma conversa muito proveitosa”, destacou Alckmin em uma entrevista coletiva pouco antes de embarcar de volta a Brasília.

Entre os avanços já definidos, os dois países assinaram acordos preliminares nos setores de agricultura, saúde e biocombustíveis. O Brasil busca ampliar as exportações de carne bovina ao México, que recentemente ultrapassou os Estados Unidos e tornou-se o segundo maior destino do produto brasileiro.

“O México é o segundo destino da carne bovina brasileira. Solicitamos a continuidade do Pacic, e ele complementa a agropecuária mexicana. Eles têm uma exigência de que haja uma rastreabilidade individual [da carne]. Vamos cumprir, mas queremos que não se interrompa essa venda enquanto o Brasil caminha na rastreabilidade. O Brasil cumprirá na rastreabilidade, temos um cronograma”, observou.

No entanto, o México exige maior rastreabilidade do gado, medida que, segundo Alckmin, o Brasil está empenhado em cumprir.

“O que queremos é que a venda de produtos brasileiros não seja interrompida enquanto caminhamos para a rastreabilidade. Já chegamos a um entendimento nesse sentido”, afirmou o vice-presidente.

Além da agricultura, o encontro discutiu também a cooperação em biocombustíveis e na produção de baterias para veículos elétricos. A presidente Sheinbaum manifestou interesse em conhecer de perto a política brasileira de mandatos de biocombustíveis, que determina a mistura obrigatória com combustíveis fósseis.

Alckmin destacou que a fabricante brasileira WEG já possui operações no México, o que pode facilitar futuras parcerias industriais. O Brasil também pretende fornecer Tecnologia para produção de etanol em território mexicano.

“São acordos que renovam e fortalecem a relação entre Brasil e México, abrindo caminho para uma agenda comercial mais moderna e sustentável”, disse Alckmin.

O vice-presidente lembrou, porém, que qualquer negociação mais ampla de livre comércio só poderá ser conduzida via Mercosul.

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